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A Terra é azul...
... e o meu coração um músculo involuntário que pulsa por você. Júnia é fã de Marisa Monte, é fã das cores, das manifestações espontâneas de afeto e das artes populares. E nesta coleção ousa responder a Renato Russo que ainda canta a pergunta que não quer calar: “_E hoje em dia? Como é que se diz eu te amo?“ Júnia responde com sua coleção apresentando plaquinhas identificadoras que dizem: te amo, ichi li be dich, ai shiteiru, miluji te, je t’aime, s’ayapo, ti amo, te quiero, amo-te, ai shiteiru, ik hou van jou, wo ai ni, miluji te, e com um coração que fala de mistério, sentir saudade, liberdade, futuro e arte. A grande alegria de estar simplesmente vivo aparece nas cores das estampas africanas, indianas, brasileira e catalã, pintadas minuciosamente à mão nas pequenas esculturas de madeira em forma de coração, que aparecem como brincos e pingentes, após as interferências com ouro, prata e brilhantes. Os corações africanos foram inspirados na pintura que o povo etíope do Omo Valley faz em seus corpos para as festas ou mesmo para o dia a dia. Os corações indianos inspirados nas pinturas com henna que as mulheres da Índia usam nas mãos. O continente europeu é representado por um recorte de um mosaico do Parque Guell, do arquiteto catalão Antoni Gaudí e o coração do continente americano um recorte do tecido chitão, brasileiríssimo! Além de usar a arte para dizer eu te amo, Júnia acredita em todos os corações que pulsam involuntariamente por aí e ousam deixar fluir todas as manifestações espontâneas de afeto pelo mundo. Saúde! |


